Guia
Como embalar móveis, o sofá e o colchão
Os móveis não vão em caixas, e por isso são os que chegam riscados. Embalar um móvel é dar-lhe uma pele que aguenta as ombreiras das portas, o corrimão e a carrinha.
Atualizado a 30 de setembro de 2026
O que vai precisar
- Mantas ou cobertores velhos — é o que mais protege
- Película extensível, para segurar as mantas e fechar portas e gavetas
- Cartão canelado, para tampos, cantos e espelhos
- Uma capa de colchão, ou um lençol velho e película
- Sacos pequenos com fecho, para parafusos e ferragens
- Fita-cola e um marcador
Passo a passo
Esvazie
Gavetas, prateleiras e portas vazias. Um móvel cheio pesa o dobro e as coisas lá dentro andam soltas.
Desmonte o que se desmonta
Pés, prateleiras, portas de vidro, a cabeceira da cama. Os parafusos de cada móvel vão num saco, colado com fita-cola ao próprio móvel — nunca num saco comum a todos.
Proteja os cantos e os tampos
Cartão dobrado em cada canto e uma folha de cartão sobre os tampos e os vidros. É aí que os móveis batem.
Mantas primeiro, película depois
Envolva o móvel em mantas e prenda-as com película extensível. A película nunca vai encostada a madeira envernizada nem a pele — cola-se com o calor e marca.
Feche o que abre
Uma volta de película à volta das portas e das gavetas que ficaram no sítio, para não abrirem a meio das escadas.
O que usar para embalar móveis
Três materiais fazem quase tudo: mantas para proteger, película extensível para segurar e cartão para os cantos. O plástico de bolhas serve para vidros e espelhos, mas para um móvel inteiro uma manta protege melhor e não escorrega.
Se não tiver mantas que cheguem, edredões e cobertores de casa servem — e têm de ir de qualquer maneira.
Como embalar o sofá para a mudança
- Tire as almofadas soltas e embale-as à parte, em sacos grandes. O sofá fica mais leve e mais estreito.
- Desaperte os pés, se saírem. São eles que prendem nas portas.
- Meça a porta e o sofá antes de lhe pegar. Muitos sofás só passam de pé, ao alto, ou sem os pés.
- Embrulhe em mantas e prenda com película. Num sofá de tecido, a película pode ir por fora diretamente; num de pele, sempre com manta por baixo.
- Proteja os cantos e os braços com cartão — são os primeiros a bater.
Como embalar o colchão para a mudança
Um colchão não se parte, mas suja-se, rasga-se e apanha humidade. A solução mais simples é uma capa de colchão própria para mudanças — um saco grande de plástico grosso, que se fecha com fita-cola.
Sem capa, um lençol de baixo velho e umas voltas de película fazem o mesmo serviço.
Na carrinha, o colchão vai de pé, encostado a uma parede, e serve de almofada para o que é frágil: a televisão, os quadros e os espelhos viajam encostados a ele. Não o dobre, a não ser que o fabricante diga que pode.
Móveis que se desmontam, e os que não
Desmonte o que foi montado em casa: camas, roupeiros grandes, mesas com pernas de aparafusar, estantes altas. Fotografe antes e durante — a fotografia é o manual de montagem que já não tem.
Não desmonte o que é colado ou de madeira maciça encaixada: cómodas antigas, cadeiras, aparadores. Esses viajam inteiros, vazios e embrulhados.
Portas de vidro, espelhos e tampos de pedra
Tiram-se do móvel e embalam-se como quadros: papel, cartão nos cantos, plástico de bolhas, e sempre de pé. Um tampo de pedra ou de vidro nunca se carrega deitado — parte pelo meio com o próprio peso.
Erros a evitar
- Pôr fita-cola diretamente na madeira, no verniz ou na pele. Leva o acabamento quando sai.
- Levar os móveis cheios para poupar caixas. As dobradiças e os fundos das gavetas não aguentam.
- Juntar todos os parafusos no mesmo saco. É como se montam móveis com parafusos a sobrar.
- Embalar o sofá ou o colchão ainda húmidos de limpeza. Fechados em plástico, ganham cheiro.
- Arrastar em vez de levantar. Risca o chão de uma casa e os pés do móvel de uma vez.